“Eu já estive aqui muitas vezes, mas quero dizer pra vocês que é muito emocionante entrar nesse estádio de novo com o presidente Lula, sentindo a vibração do começo da trajetória do presidente.
Presidente Lula, presidente Alckmin, dona Lu, Janja querida. Tá afinada a Janja, hein? Ana Estela. É muito difícil falar em cinco minutos sobre a trajetória dum homem que tem cinquenta anos de vida pública, ainda mais um homem que pretendeu dar sentido pra cada dia da sua vida.
O Presidente Lula é uma figura incomum, uma figura incomum no Brasil, uma figura incomum no mundo. Eu poderia falar dos seus últimos feitos. Poderia falar da retomada do crescimento, poderia falar da retomada do emprego, poderia falar de como o presidente Lula, pela segunda vez, coloca a inflação de joelhos, como fez no seu segundo mandato.
Ele já era o recordista e bateu o próprio recorde. Eu poderia falar do apoio às universidades e à educação, ao SUS, que ele deu nesse último mandato, depois do completo descalabro do governo anterior. O presidente Lula herdou aquilo que ninguém imaginava ser possível corrigir em três anos e deu condições para nós retomarmos o nosso sonho de uma nação soberana, democrática e justa.
E é sobre a justiça que eu quero falar pra vocês. Eu sou filho de comerciante que nunca pisou numa escola, porque veio do campo, veio da agricultura. Nunca pode se alfabetizar, se quer. E eu me apaixonei pelos livros.
E eu, como eu não conhecia os livros, porque na minha casa não tinha, eu achei que me dedicar aos livros me daria condição de conhecer o mundo. É muito importante ler e estudar. É muito importante um diploma.
Por isso o presidente teve a obsessão de abrir a porta das universidades pro filho do trabalhador, como nunca se abriu no passado. Muita gente aqui fez escola pública, fez universidade pública por cota, fez ProUni, fez Fies, porque tinha um homem com a sensibilidade do Lula, que também não pode estudar, para garantir a todos nós mais oportunidades.
Mas cruzou no caminho de muitos jovens brasileiros que estavam no ensino médio, o nome do Lula. O nome do Lula apareceu aqui nesse estádio quarenta e sete anos atrás. E as pessoas queriam saber: quem é esse homem?
Na verdade, um menino de trinta e três anos que já surgia como uma liderança excepcional, já chamava a atenção e já punha medo em gente poderosa. Quem é essa figura? Do que ele é capaz? Até onde ele quer ir com trinta e três anos de idade? E nós nos aproximamos.
Nesses anos todos, eu fui ministro do presidente nos seus três governos, assim como a Marina Silva, assim como Luiz Marinho. E o que eu quero testemunhar pra vocês nesses últimos dois minutos, é a vida de uma pessoa que todos os dias queria saber de quem precisava, de quem estava desassistido, de quem não tinha dente na boca, de quem não tinha o filho na escola, da mãe que não tinha creche, da mãe que sofria violência dentro de casa. Todo santo dia era um assunto diferente.
Era um ministro sendo convocado pra saber o que que ele tava fazendo naquele dia pela nossa República, pelo nosso país.
E as cobranças vinham como um amigo, como um companheiro, como um parceiro, com quem a gente chorava, com quem a gente brigava, com quem a gente discutia, mas nós não tínhamos dúvida de que estávamos diante de uma pessoa que ia mudar o Brasil.
Nós estávamos diante duma pessoa que não ia esquecer aqueles que mais precisavam, em todas as áreas.
Eu vi o presidente Lula abraçar pessoas com hanseníase pra dar o exemplo de como um líder tem que se portar.
E se ele se rendeu ao povo brasileiro, da maneira como se rendeu, porque sempre se colocou ao lado do povo, como servidor do povo, ele nunca baixou a cabeça pra nenhum líder político, para nenhum banqueiro, para nenhum empresário.
Sempre tratou todo mundo igual.
Você via o Lula tratar o faxineiro, a faxineira, do mesmo jeito que tratava um bilionário, tratava um empresário, sem distinção, sem preconceito, querendo construir um mundo melhor.
Essa estrela chamada Lula é essa estrela que nasceu aqui na Vila Euclides, é uma estrela que muita gente anseia apagar.
O sonho, infelizmente, o sonho de muita gente no Brasil é ver essa estrela apagar. Mas nesse domingo, essas imagens estão correndo o mundo, estão correndo as redes. E eles vão saber que mais uma vez, a nossa estrela vai ficar acesa pra subir mais uma vez a rampa do Palácio do Planalto e dizer que quem manda no Brasil é o povo. Não é o dinheiro e não é o poder, mas é o suor de cada trabalhador e de cada trabalhadora”.
Vamos à vitória. Um grande abraço. Parabéns, presidente Lula.



