Leia o discurso de Haddad em ato com Lula em Rio Preto

Boa tarde, gente. Boa tarde, Rio Preto. 

Pessoal, primeiro lugar, antes de mais nada, cumprimentar presidente Lula, presidente Alckmin, por estarem aqui conosco, recebendo essas duas figuras extraordinárias que se uniram para defender a soberania nacional e a democracia no nosso país. 

Cumprimentar a nossa querida Janja, cumprimentar a Estela, meu companheiro de chapa, Márcio França e essas duas senadoras que vão voltar pro Senado nos braços de vocês, a Simone Tebet e a Marina Silva. 

Eu não poderia pensar em duas pessoas melhores pra tá conosco nessa jornada de recuperar o estado de São Paulo. 

O presidente Alckmin, quatro vezes governador, fez muitos elogios à política econômica. 

Eu vou retribuir, Alckmin, o seu discurso contando como era São Paulo até pouco tempo atrás e como nós estamos hoje. 

Vejam vocês o que que vocês precisam levar pra população de Rio Preto e região pro povo entender o que está acontecendo no nosso estado. 

Primeira coisa: São Paulo tem as contas arrumadas desde o governo Covas, trinta anos atrás. Agora, nós vamos pegar o Estado sem caixa e com déficit orçamentário. 

Isso que tá acontecendo no estado de São Paulo não acontece há trinta anos. Ele recebeu o caixa com vinte e dois bilhões e hoje nós temos dinheiro pra uma semana, cinco bilhões em caixa. 

Como não podia deixar de ser, o bolsonarismo, ele odeia a educação, porque ele se nutre, ele se nutre da deseducação, ele se alimenta da ignorância. É assim que ele funciona. 

Ele trabalha com a ignorância e com a desinformação. A cultura e a verdade é o que mais incomoda o bolsonarismo. Ele conseguiu uma proeza, presidente Lula. 

O Tarcísio, ele herdou o ensino médio público de São Paulo em terceiro lugar no ranking nacional. 

O Dória, que veio antes dele, herdou o ensino médio público em primeiro lugar em 2015, quando o Alckmin era governador. Olha o que aconteceu. 

Nós fomos do primeiro lugar em 2015 para terceiro lugar no governo Dória e para décimo lugar no governo Tarcísio. Você precisa fazer muito esforço para conseguir um resultado tão medíocre quanto esse. 

Você precisa, se você não fizer nada, você cai de terceiro para quarto. Ele trabalhou para levar São Paulo ao décimo lugar. A fila do SUS só fez aumentar durante o governo Tarcísio. 

E a segurança pública eu não vou nem comentar, porque ninguém sai na rua, sobretudo na capital, com celular, que vai ser roubado. 

Vinte por cento dos celulares roubados no Brasil são roubados na cidade de São Paulo e trinta e dois no estado de São Paulo a cada cem. 

Nós estamos vivendo, portanto, companheiros e companheiras, uma situação difícil, mas eu queria dizer pra vocês que sempre o destino me reservou uma tarefa dura. Eu nunca peguei moleza na vida pública. 

O primeiro cargo que eu assumi foi na gestão da Martha, subsecretário de finanças, depois da gestão do Pitta. Pensa você um negócio difícil de arrumar. 

Agora eu peguei a economia depois da gestão do Bolsonaro. Pensa num problema difícil de arrumar. 

Pois eu peguei a prefeitura com a maior dívida da sua história, setenta e quatro bi, e entreguei com vinte e sete. 

Depois, eu peguei a educação como ministro com os piores indicadores da nossa história e botei a educação pra funcionar. 

Se hoje o filho do trabalhador sonha em fazer universidade, é por causa daquele senhor ali chamado Luiz Inácio Lula da Silva. Nós não podemos nos iludir. Não podemos nos iludir. 

Hoje, se você tem um programa chamado Reuni, que é o programa de expansão das universidades federais, que finalmente chegou a Rio Preto pelas mãos do Lula. 

Se você tem um programa como o ProUni, que já colocou na universidade três milhões de brasileiros. Se você tem um Fies sem fiador. 

Porque antes do Lula, o pobre tinha que apresentar fiador para financiar. O povo não vai esquecer, não. 

Nós vamos pra urna dia 4 de outubro passar esse país a limpo com uma Polícia Federal independente. O Lula não troca diretor da Polícia Federal para proteger filho, não. Manda investigar. 

É muito diferente a postura republicana de um homem que tem cinquenta anos de vida pública, que está competindo com um sujeito que se sabe pouco sobre ele e tudo o que se sabe sobre ele é ruim. 

Não tem nada bom no Flávio. O que que eu sei do Flávio? De algum projeto de lei? Não, o que eu sei é que ele comprou cinquenta imóveis em dinheiro vivo. 

O que eu sei é que ele comprou uma mansão milionária no Lago Sul de Brasília. 

O que eu sei é que ele foi fazer tricô na casa do Vorcaro pra pedir cento e trinta milhões para ser depositado num fundo da família dele nos Estados Unidos. É isso que eu sei do Flávio. 

Se alguém souber mais alguma coisa do Flávio, favor comunicar, porque ninguém sabe. Nós só sabemos isso. E esse pulha quer ser candidato à Presidência da República. Não tem condição, gente. 

Se a gente não souber o que tá em jogo até dia 4 de outubro, nós podemos jogar esse país numa crise institucional. 

Nós temos aqui um estadista do lado que botou o país lá no lugar que ele merece, no conserto das nações, pagou a dívida externa, fez reserva cambial, fez o país crescer, levou o desemprego pra mínima histórica, distribuiu renda. 

E do outro lado, um sujeito que só tem uma capivara pra entregar pro povo brasileiro. A sua própria capivara. Esse que é o Flávio. 

E pra terminar, presidente, eu quero agradecer a vocês uma coisa que vocês não sabem, talvez, que vocês fizeram por mim. 

O meu pai, com vinte e quatro anos de idade, pegou um navio para vir pro Brasil. Ele é era libanês. Tinha vinte e quatro anos em 1947, veio para o Brasil sessenta e cinco dias no navio. 

Vocês não podem imaginar o que era naquela época pegar um navio com ticket baixo. Não era em primeira classe, não. Navio de trabalhador, de agricultor. Meu pai era camponês. 

Imagina o navio que trouxe ele pra cá. E vocês sabem quem acolheu meu pai? A cidade de Uchôa, vizinha de Rio Preto. 

Meu meu pai tinha um amor por essa região, porque toda a minha família, família Haddad, como a gente não podia morar em cidade chique, a gente veio pra uma cidadezinha menorzinha, que o aluguel era mais barato pra abrir uma lojinha, pra vender armarinho, vender tecido. 

De 47 a 52, meu pai e meus tios moravam em Uchôa. Aí metade mudou para Votuporanga e metade mudou pra capital, incluindo meu pai, onde ele, graças a Deus, conheceu minha mãe e eu nasci. 

Então, tudo que eu tenho na vida eu devo a Rio Preto e Uchoa. Obrigado, Rio Preto, pela acolhida ao seu Kalil Haddad, que veio do Líbano trabalhar no Brasil.

Um beijo pra vocês. 

Fernando Haddad

 

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