Bom dia, Campinas, bom dia!
Eu sei que tem gente de muitas cidades de São Paulo aqui com a gente. Queria cumprimentar todos os companheiros e companheiras, em nome do presidente Lula, da Simone, da Marina, da Ana Estela, cumprimentar o presidente Alckmin, meu companheiro de chapa, o Márcio França, e dizer que é uma alegria estar aqui na presença de tanta gente que está colocando a sua biografia a serviço de um projeto, para o nosso estado de São Paulo.
Em 2022, nós enfrentamos um grande desafio que foi derrotar o governo Bolsonaro. E, quando a população derrota um governo, em geral, ela coloca na balança uma série de problemas que ela enfrentou ao longo da gestão e toma a decisão de mudar. Vocês sabem o que o presidente Lula enfrentou em 2022: um governo responsável por mais de 700 mil mortes no nosso país – quando o Brasil responde por 2% da população mundial, nós superamos 10% das mortes de Covid no Brasil, por conta de um governo irresponsável com a saúde pública do nosso país. A economia estava em frangalhos, as contas públicas, em frangalhos, o salário mínimo não crescia havia sete anos.
Quem ganhava dois mil reais por mês já pagava imposto de renda no Brasil. Essa era a situação que o presidente Lula encontrou: alta inflação, alto desemprego e baixo crescimento. Nós enfrentamos esse desafio e, em quatro anos, nós temos hoje a menor taxa de desemprego da série histórica, a menor inflação acumulada em quatro anos da nossa história e o maior crescimento médio em quatro anos desde que o presidente Lula deixou a presidência em 2010 – recuperamos as taxas de crescimento que o Brasil experimentava na primeira década, nos 8 anos que o presidente governou o país.
Não foi tarefa fácil, ao mesmo tempo que arrumar as contas públicas, resgatar direitos sociais; colocar mais de 100 bilhões de reais no orçamento da saúde e outros 100 bilhões no orçamento da educação – falo isso aqui na presença dos nossos ministros Leo Barchini e Alexandre Padilha, que estão resgatando a dignidade de duas áreas prioritárias do nosso país.
Chegou a hora de fazer esse mesmo trabalho aqui no estado de São Paulo. Nós temos que derrotar o atual governo de São Paulo, e eu quero explicar pra vocês por que nós temos que fazer isso. Nem sempre os dados do estado ganham a visibilidade dos dados federais. Todo mundo acompanha a taxa de inflação, a taxa de crescimento e a taxa de desemprego de um país, mas pouca gente vai saber dizer o que está acontecendo no seu estado.
E nosso dever é sair daqui com os números na cabeça, para conversar com o estado todo, capital, litoral e interior, e chamar atenção dos paulistas sobre o desleixo do atual governo com a sua vida – é disso que nós estamos tratando, da vida das pessoas. Então me acompanhem pra falar algumas coisas que estão acontecendo.
Primeiro lugar, vamos falar de economia: saiu um dado ontem nos jornais dando conta de quanto o estado de São Paulo cresceu nos últimos doze meses. O estado de São Paulo cresceu 0,4%, contra 2% da média nacional, contra 5% do estado do Rio de Janeiro. Como que um estado pode estar feliz crescendo um quarto do que cresce um país? Não é possível manter esse estado altivo, com esperança de um futuro melhor, com essa taxa de crescimento.
Vou dar outro exemplo pra vocês: a educação em São Paulo. Não bastasse o que a Marina já denunciou aqui, o tratamento que tá sendo dado ao magistério paulista, que nunca foi tão desrespeitado como nesse governo, a média de alfabetização das crianças na idade certa está abaixo da média nacional, o ensino médio integral em São Paulo está abaixo da média nacional, o ensino médio integral em São Paulo está abaixo da média nacional, a qualidade da educação básica em São Paulo está caindo posições a cada ciclo de avaliação e já está perdendo a corrida da qualidade pra estados do nordeste que têm menos da metade de recursos por aluno que tem São Paulo. Essa é a realidade.
Vinte por cento de todos os celulares roubados no país são roubados na cidade de São Paulo. Aí você pergunta, por quê? E você lê nos jornais que o comando da polícia militar, depois da nomeação do comandante-geral da PM pelo Tarcísio, está contaminado pelo crime organizado, está mancomunado com o crime organizado. E vem cobrar do presidente Lula providências que ele mesmo não toma sobre o estado de São Paulo. Essa é a realidade do nosso estado. E nós vamos ter que dizer um sonoro “não” pra esse governo.
As privatizações, mencionadas aqui pelo nosso vice-presidente, foram feitas a toque de caixa. Tanto a Sabesp quanto o metrô, CPTM, entregues a empresas sem a menor experiência nesses ramos de atividade. A água tá faltando na torneira, quando chega, chega suja, e a conta da água tá subindo todo ano, ao contrário do que ele próprio prometeu – que, com a privatização, a conta de água iria cair.
É uma vergonha atrás da outra. Onde você olha pra esse governo você vê problemas. Falei da secretaria de segurança, mas a secretaria da fazenda está totalmente contaminada por corrupção. A todo instante são matérias de jornal dando conta do Ministério Público mandando afastar auditores fiscais e denunciando empresas que corromperam a máquina pública, sem que o governador emita uma única opinião sobre o que está acontecendo e anuncie uma única providência sobre o saneamento do estado de São Paulo.
O interior abandonado, prefeitos que não são recebidos, uma crise hídrica anunciada, sem que o governador tome as providências para garantir segurança hídrica no nosso estado. Tanto quando falta água – e faltou água em 2024 – quanto quando tem inundações, como aconteceu agora, em Ribeirão Preto, nessa semana, sem que o governador tenha se manifestado a respeito, inclusive cortando verba de combate a enchentes no nosso estado.
Nós não estamos numa situação normal. O feminicídio caiu 2,5% no Brasil e aumentou 10% em São Paulo. E tudo passa em brancas nuvens, ninguém cobra providência, ninguém cobra satisfação, de um governo que está a dois meses da eleição. Nosso papel é liderar uma campanha cívica para recuperar e restituir São Paulo para os paulistas. Não é possível que esse estado fique abandonado dessa maneira. Esse estado que já foi vitrine de políticas públicas, as mais importantes do país, hoje fica ao Deus dará.
Nós nos lembramos aqui, eu e o presidente Lula, de quando o vice-presidente era governador. E nós disputamos. E uma das disputas mais bonitas que aconteceu, entre PT e PSDB, foi no período em que eu estava no ministério da Educação, e Serra e Alckmin eram governadores do estado. A gente disputava quem abria mais escola técnica em São Paulo, essa era disputa, quem ampliava mais as vagas das universidades em São Paulo, com a criação das federais, do instituto federal, essa é a disputa bonita, a disputa pra saber quem faz mais pela população. E, quando ia pra urna, a gente disputava o bem que cada um fez pelo seu país e pelo seu estado. Qual é a disputa que a gente faz hoje com o Tarcisio? O que é possível disputar com ele, se tudo está indo pra trás e ele não é cobrado por nenhum resultado.
Na segurança, na saúde, na educação, população em situação de rua… Esse que diz que acabou com a cracolândia, aumentou 82%, segundo a fundação Seade, que é a mais séria fundação que faz o censo da população em situação de rua. Como alguém bate no peito pra falar da população de rua com esses indicadores? O que nós estamos disputando? Disputando o que com o Tarcisio? Dar uma medalha pro Milei, que tem 30% de aprovação e está dando carne de burro pra população da Argentina comer? O que nós estamos disputando?
A qualidade da urna eletrônica brasileira, que é invejada no mundo inteiro… E esses caras estão até hoje falando da urna eletrônica, que deu a vitória pro Bolsonaro em 2018, que deu a vitória pro Tarcisio em 2022, vem falar de uma proeza do Brasil, que é ser invejado na cultura digital, seja na urna eletrônica, seja nos serviços bancários, tudo no Brasil… O Brasil abraça o mundo digital, porque ele quer se modernizar, e esses caras querem voltar pra idade da pedra, querendo discutir se mulher tem direito a votar ou não. Imaginem vocês, uma disputa que aconteceu no século dezenove, duzentos anos atrás, eles estão resgatando pra saber o papel da mulher na sociedade.
Não existe essa discussão. O papel da mulher e o papel do homem são o mesmo papel: dignificar o ser humano, cuidar das crianças, cuidar dos idosos, fazer o Brasil progredir, desenvolver o país, produzir conhecimento. Hoje as mulheres são maioria na pós-graduação brasileira, hoje as mulheres são metade das secretárias do ministério da Fazenda, onde mulher raramente entrava. Hoje as mulheres estão comandando empresas, comandando partidos, e eles estão discutindo se mulher vota ou não. Ou seja, onde é que nós vamos parar com esse tipo de gente no poder?
E nós sabemos lidar com as diferenças. O Estatuto da Liberdade Religiosa foi sancionado pelo presidente Lula, não foi por eles. Nós é que sabemos como lidar com as dimensões da vida social, mas cada um no seu quadrado, cada um com a sua perspectiva, cada um com o seu ponto de vista.
Eu queria dizer pra vocês que todo mundo fala que é muito difícil o campo progressista ganhar em São Paulo. Se fosse fácil, eu não sei se eu seria candidato. Eu estou aqui porque eu conto com vocês pra ganhar essa eleição em outubro e eu sei do que vocês são capazes de fazer pelo estado de São Paulo.
Eu peço pra Ana Estela vir aqui comigo, Ana Estela, chega aqui. Você, querida. Já que estamos falando de mulher, eu queria dizer pra vocês que todo mundo fala que eu sou o criador do ProUni, e é uma meia-verdade, eu sou responsável por 30% da ideia, 70% é de uma mulher, é uma mulher que me tirou da cama pra dizer que estava com problema no ministério da Educação, onde ela trabalhava, e que ela não aguentava mais ler carta de mãe desesperada em busca de uma vaga pro seu filho estudar em uma universidade, e era a filha da faxineira, o filho do cobrador de ônibus, o filho do pedreiro, que não tinha condição de entrar numa faculdade, não tinha condição de exercer uma profissão que ele escolhesse,e não que fosse imposta pra ele.
Então, eu tenho muito orgulho de estar junto de todos vocês, eu tenho muito orgulho de cerrar fileiras com essas pessoas que me acompanham nessa jornada. Pensem numa chapa bonita, uma chapa que não é brincadeira: Simone e Marina, Márcio França, são companheiros que dignificam qualquer político, e com o apoio do Lula e do Alckmin gente, onde já se viu a gente temer uma eleição como essa. Olha o outro lado, olha o lado de lá, compara as duas fotos, e vê se você não vai ter garra de defender São Paulo pros paulistas. Nós temos que resgatar o nosso estado. Nós temos que ganhar essa eleição, nós temos que apoiar as professoras, nós temos que apoias os policiais desse estado, e ganhar São Paulo para o Brasil.
Obrigado, gente.



