FAKE: Haddad foi o “pior prefeito” de São Paulo? Gestão petista acumulou prêmios e bons resultados

A gestão de Fernando Haddad na Prefeitura de São Paulo, entre 2013 e 2016, recebeu uma série de prêmios internacionais ao adotar programas inovadores em setores que vão do transporte público à assistência social.

Esse reconhecimento, embasado nos bons resultados do mandato petista, derruba mais uma acusação de opositores, que se referem a Haddad como “o pior prefeito” de São Paulo.

O jornal americano The Wall Street Journal afirmou, em 2015 que, “se Haddad fosse chefe de São Francisco (EUA), Berlim ou alguma outra metrópole que olha para o futuro, ele seria reconhecido como um visionário urbano”.

Na eleição de 2022 para o governo de São Paulo, Haddad venceu na região metropolitana do estado com quase 53% dos votos. Na capital, ele ganhou em 44 das 58 zonas eleitorais. Uma prova de que o paulistano reconhece o trabalho de Haddad.

Prêmios na área de mobilidade

Em 2014, a prefeitura de São Paulo venceu o prêmio MobiPrize, concedido pela Universidade de Michigan (EUA), na categoria Estado/Cidade empreendedor. O reconhecimento veio pelos esforços da gestão Haddad em construir um sistema de transporte mais sustentável.

No ano seguinte, a gestão Haddad ganhou um novo prêmio no setor de mobilidade, dessa vez na 10ª edição do Sustainable Transportation Award (STA). O destaque veio pela adoção de políticas públicas que priorizam o transporte coletivo, como ônibus, e os “modos ativos”, como bicicletas.

A terceira regalia relacionada à mobilidade foi o Prêmio Rainha Letizia de Acessibilidade Universal de Municípios Latinoamericanos. A cidade de São Paulo recebeu 15 mil euros por suas políticas de acessibilidade para pessoas com deficiência.

Prêmios por sustentabilidade e agricultura

Pelo cuidado com o meio ambiente, a gestão Haddad recebeu o Prêmio Hora do Planeta 2015. Entregue pela World Wildlife Fund International (WWF), a distinção destacou a adoção de medidas que reduzem a poluição proveniente do trânsito e de outras fontes de emissão de gases, como aterros sanitários.

Em 2016, São Paulo venceu o prêmio principal do Mayors Challenge (Desafio dos Prefeitos), da Bloomberg Philanthropies, com o projeto Ligue os Pontos, que conecta pequenos agricultores da zona sul aos mercados, restaurantes e escolas da capital. A cidade superou 290 candidaturas de 19 países da América Latina e do Caribe e recebeu aporte de US$ 5 milhões para tirar a proposta do papel.

No mesmo ano, a FAO, agência da ONU para alimentação e agricultura, reconheceu os avanços da Política Municipal de Segurança Alimentar e Nutricional, entre eles a lei que garantiu 30% de alimentos orgânicos na merenda escolar, comprados de pequenos produtores rurais.

O Ligue os Pontos seguiu ativo na prefeitura depois do fim do mandato e acumulou ainda o Innopolis 2020, do Banco Interamericano de Desenvolvimento, e o Prêmio de Responsabilidade Socioambiental da Câmara Municipal em 2021.

Avanços em diversas áreas

A gestão também foi marcada por avanços concretos e políticas públicas inovadoras que viraram referência para outras administrações.

Educação infantil: cerca de 100 mil novas vagas, sendo 82,8 mil em creches, e 459 novas unidades entregues, entre 425 CEIs e 34 EMEIs. Em dezembro de 2016, meio milhão de crianças estavam matriculadas na rede.

Ensino superior na periferia: criação da UniCEU, que levou graduação, extensão e pós-graduação gratuitas aos Centros Educacionais Unificados. Foram 327 cursos oferecidos em 47 polos da Universidade Aberta do Brasil, beneficiando 8.817 pessoas.

Saúde: implantação da Rede Hora Certa, com 35 unidades ainda em funcionamento, e entrega do Hospital Municipal Gilson Marques de Carvalho, com 271 leitos. Foram construídas 16 UBS e implantadas 3 UPAs, além dos hospitais de Parelheiros e Brasilândia, deixados em obras e concluídos pelas gestões seguintes.

Mobilidade: 423,3 km de faixas exclusivas de ônibus, 19 km de corredores, 394,1 km de vias cicláveis, transporte público 24 horas, Bilhete Único mensal e passe livre para estudantes.
Iluminação: programa LED nos Bairros levou nova iluminação a mais de 120 mil pontos, cerca de 52 mil deles em ruas que sequer tinham luz.

Políticas para mulheres: criação da primeira Secretaria Municipal de Políticas para as Mulheres, do programa Guardiã Maria da Penha, com mais de 20 mil visitas de proteção até 2016, e da lei de paridade, que exige ao menos 50% de mulheres nos conselhos municipais.

Causa animal: leis que autorizaram moradores em situação de rua a permanecer com seus animais nos abrigos municipais e que liberaram o transporte de animais de pequeno porte nos ônibus da capital.

Acolhimento e assistência: programas Transcidadania, de bolsas para que pessoas trans voltassem a estudar, e De Braços Abertos, que trocou a repressão pelo acolhimento na região central com oferta de teto, tratamento e trabalho. A gestão ainda inseriu 661 mil novas famílias no Cadastro Único, abriu 2 restaurantes comunitários e implantou 26 serviços de acolhimento, 14 Consultórios na Rua, 4 Centros POP, 5 CRAS e 7 CREAS.