FAKE: Haddad quebrou o país? Veja o que mostram os dados

O governo Lula, com Fernando Haddad no ministério da Fazenda até o início de 2026, ampliou o investimento social, tirando milhões de pessoas da pobreza, e deve entregar um resultado positivo nas contas públicas, mesmo depois de receber uma “bomba fiscal” do governo Bolsonaro.

As fake news espalhadas por sites bolsonaristas indicam que o déficit nas contas públicas em 2023, primeiro ano do governo Lula, veio de despesas desnecessárias do governo petista. Na verdade, o resultado negativo daquele ano foi causado por gastos bilionários deixados pelo governo Bolsonaro.

“Esse resultado é consequência de uma decisão que o governo Lula tomou de pagar os calotes que foram dados por Bolsonaro, tanto em precatórios quanto nos governadores em relação ao ICMS sobre combustíveis. Desses R$ 230 bilhões de déficit, praticamente a metade é pagamento de dívida do governo anterior”, afirmou o então ministro da Fazenda e agora pré-candidato ao governo do Estado de SP, Fernando Haddad.

Como estão as contas públicas no governo Lula?

Passados quase quatro anos, a previsão é de que o país encerre 2026 com as contas no azul. O Projeto de Lei Orçamentária Anual (PLOA) deste ano, já aprovado pelo Congresso Nacional, estabelece uma meta de superávit primário de R$ 34,5 bilhões.

A melhora do resultado fiscal foi acompanhada por mais responsabilidade social. Em 2023, a gestão petista estabeleceu as bases do novo Bolsa Família. O pagamento seria de R$ 600 por mês, com adicionais por filhos. O resultado foi a queda de pobreza ao menor nível da história. Só em 2024, 8,6 milhões de pessoas superaram essa condição, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A iniciativa da gestão petista reverteu o quadro de pobreza deixado por Bolsonaro. Em 2022, último ano do governo anterior, 33,1 milhões de pessoas viviam com insegurança alimentar grave, de acordo com a Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede PENSSAN).

Haddad fez o ajuste fiscal?

No ministério da Fazenda, Haddad criou um novo arcabouço fiscal, mais flexível e adaptado às necessidades do país, mantendo a responsabilidade com o orçamento e permitindo que o Estado voltasse a investir em desenvolvimento econômico e social, superando a paralisia dos anos anteriores sob Bolsonaro e Paulo Guedes.

Os resultados desse modelo já começam a aparecer. O Brasil voltou a crescer de forma consistente, com aumento do PIB, queda do desemprego e expansão da renda do trabalho.

Entre 2023 e 2025, o PIB avançou, em média, 3% ao ano. A taxa de desemprego recuou para 5,1% no trimestre fechado em dezembro de 2025, o menor nível da série histórica, iniciada em 2012. E a renda média do trabalho atingiu o maior patamar já registrado, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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