Opositores de Fernando Haddad tentam colar no ex-ministro da Fazenda o apelido de “ministro da economia do Paraguai”, sugerindo que a sua política fiscal teria empurrado empresas brasileiras para o país vizinho. A alegação foi verificada e classificada como falsa por Agência Lupa, Aos Fatos, AFP Checamos e Fato ou Fake.
Dados do governo do Paraguai e da Câmara de Empresários Brasileiros no Paraguai, compilados pelo portal Poder360, mostram que a maior onda de migração de empresas aconteceu entre 2017 e 2020, sob os governos de Michel Temer (MDB) e Jair Bolsonaro (PL), este último com Tarcísio de Freitas (Republicanos) como ministro. Nesse período, 92 companhias deixaram o Brasil. Entre 2023 e março de 2026, com Haddad no ministério da Fazenda, 40 empresas migraram. Os números de 2025 e 2026 ainda são preliminares.
Por que as empresas vão para o Paraguai?
Especialistas afirmam que as indústrias brasileiras são atraídas pela Lei de Maquila, legislação paraguaia de 1997 que permite a cobrança de impostos mais baixos a empresas estrangeiras.
O tributo reduzido é acompanhado por menos direitos trabalhistas. Exemplo disso é a carga horária semanal do Paraguai, uma das maiores do mundo, que pode chegar a 48 horas.
As 232 empresas brasileiras que hoje operam no país vizinho chegaram ao longo de quase duas décadas, de 2007 a março de 2026, e não durante a gestão de Haddad.



