O estado de São Paulo registrou média diária de 960 roubos e furtos de celulares até abril de 2026. Apenas na capital, dados parciais do início do ano contabilizaram cerca de 8.500 ocorrências. Os dados são da Secretaria Estadual de Segurança Pública.
Diante de números tão alarmantes, o pré-candidato do PT ao Governo do Estado de SP, Fernando Haddad, tem reiterado que o combate a esse tipo de crime vai além da questão do patrimônio. “O celular é um instrumento de trabalho para muitas pessoas. E quando ele é roubado, ainda precisa fazer um novo crediário para comprar outro porque não tem seguro. Então, nós precisamos colocar isso como uma questão urgente a ser tratada”, afirmou, durante entrevista ao programa No Osso, nesta sexta-feira (10/07).
Haddad já mencionou em outras ocasiões que pretende criar um modelo de inteligência a partir do sufocamento financeiro para combater o crime organizado, nos mesmos moldes que colocou em prática no Ministério da Fazenda. O pré-candidato vê no roubo de celulares a ponta de um problema maior, que deve ser combatido de maneira mais ampla.
Feminício
Outro ponto citado por Haddad durante a entrevista foi a onda de feminicídios no Estado de SP. O pré-candidato aponta a integração dos serviços públicos como uma das formas de proteger as mulheres de possíveis crimes.
“Temos ouvido mulheres e especialistas e a ideia mais promissora é de que os serviços públicos precisam ser integrados. Um exemplo: uma mulher que é atendida mais de uma vez num posto de saúde por violência de gênero é preciso ter um apontamento e isso ser registrado em outro departamento. Com esse mapeamento será possível criar um ambiente de atendimento que interrompa esse ciclo de violência”.



