Fernando Haddad pretende criar, caso eleito governador do Estado de São Paulo, um sistema de combate a crimes digitais que integre União, Estados e Municípios, além de forças de segurança e o Conselho de Atividades Financeiras (Coaf).
“Os crimes digitais ninguém mais consegue recuperar seu dinheiro se não tomarmos uma providência. Não será possível combater esse tipo de crime sem uma cooperação federativa, sem ter o Coaf à disposição do estado”, afirmou o candidato petista.
Para Haddad, que nesta terça-feira (18) participou de sabatina na Jovem Pan, a solução para este tipo de crime passa pelo rastreamento do dinheiro.
“Você não vai chegar agora ao crime digital se ele não for rastreável. Ele sai de uma conta, vai pra outra, paga um boleto, compra crédito e vai pro exterior. Você pode fazer o caminho do dinheiro a partir desse trabalho de coordenação que hoje não é feito em São Paulo e já é feito em estados como o Piauí”.
No Plano de Segurança de Haddad, está previsto o programa Golpe Zero, para o combate aos golpes digitais. A ideia é que, quem for vítima deste tipo de crime, acione o Estado, que vai dispar na hora o pedido de bloqueio dos recursos. Esse procedimento será feito em minutos, não em dias.
“São Paulo terá capacidade permanente de resposta imediata a fraudes, em protocolo com o Banco Central, os bancos, as plataformas, o Ministério Público, a Polícia Federal e o COAF, cruzando as denúncias para rastrear da conta laranja ao dono do esquema e responsabilizar a cadeia inteira. Atenção especial ao idoso, alvo preferencial das quadrilhas, com registro simplificado, apoio presencial e prevenção onde ele estiver”, explica o documento.
O Brasil registrou 34,5 bilhões de tentativas de golpes digitais de março de 2025 a fevereiro de 2026. Os dados são do relatório “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, produzido pela Global Anti-Scam Alliance (GASA) e divulgado em 6 de agosto.



