Quando foi prefeito de São Paulo, Fernando Haddad deixou legado importante para a área de Segurança Pública. Foi durante a sua gestão, por exemplo, que a Guarda Civil Metropolitana ganhou um plano de carreira, e a cidade passou a contar com uma Controladoria Geral que conseguiu recuperar cifras milionárias aos cofres públicos. É dele também o projeto de levar luz de LED para a periferia da cidade, tornando as ruas mais iluminadas e a vida da população mais segura. No Ministério da Fazenda, sua gestão foi marcada pela atuação da Receita Federal em grandes investigações envolvendo crimes tributários. Foi a partir daí que, junto com GAECO e PF, foi desencadeada, dentre outras, a Operação Carbono Oculto. Considerada a maior operação do Brasil, ela desbaratou uma série de organizações criminosas até então – praticamente – “intocadas”, asfixiando o andar de cima do crime organizado.
Agora, como pré-candidato ao governo do Estado, Haddad quer levar ideias inovadoras como as que colocou em prática na administração municipal e na Fazenda, durante o governo Lula 3, para o Palácio dos Bandeirantes e reverter um cenário de violência e criminalidade que considera alarmantes.
“Não dá para ficar de braços cruzados. Eu já falei e vou repetir. Eu vou ser o governador da segurança pública. Nós estamos batendo recorde de letalidade policial, recorde de suicídio dentro da corporação e de morte de policiais e onde está o resultado? Você não consegue sair com o celular na rua.”, reiterou, durante entrevista ao jornalista Chico Pinheiro, no programa ICL Urgente desta segunda-feira (29/06).
Para isso, a ideia é o próprio governador presidir um gabinete permanente de cooperação entre o Governo do Estado, a Receita Federal, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), a Polícia Federal, os Ministérios Públicos Federal e Estadual, para combater o crime organizado. Só um estado organizado pode combater o crime. Para além do andar de cima, ele propõe outras duas camadas essenciais para melhorar os índices da segurança pública no estado.
“Nossa proposta se divide em três camadas. A primeira camada é o chamado andar de cima do crime organizado, que envolve corrupção. A segunda camada é a recuperação do espaço público. A terceira camada é combater os crimes no espaço privado, como feminicídio, crimes contra o idoso, assaltos, abusos. Esse tipo de crime está batendo recordes em São Paulo. Nós estaremos preparados para enfrentar todos os tipos de crimes em todas as esferas”.
Assista a entrevista completa (a partir de 2:01:55)

